quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Coisas da Máfia

"Mantenha seus amigos perto, e seus inimigos mais perto ainda"
(O Poderoso Chefão)

Vocês sabem que eu tenho uma leve inclinação para a máfia, deve ser a parte italiana (que eu ñ tenho) latente. Essas coisas de unir para proteger ou até mesmo destruir parece bem empolgante quando vista sob uma lente e uma pelicula de 9mm. Embora existam apenas 47 alunos, aqui, a máfia é uma coisa bastante respeitada. Existem algumas 'facções' nas quais ou você se engloba ou morre -até parece que é verdade, mas vamos fazer de conta que é-
A maior de todas, embora ñ seja a mais forte é a máfia romana. Para falar a verdade acho que eles ainda ñ fazem ideia que são uma máfia, mas como em numero de residentes eles são os maiores...
Entenda-se por máfia todo e qualquer grupo que se una para conspirar ou realizar atos teóricamente contrários as normas do colégio.
Até o ano passado se alguma coisa acontecia era coisa da máfia romena. Se alguém acordava no meio da noite com um balde de água gelada, era mérito dos romenos, se lançavam balões de água na janela das meninas, era mérito romeno. A questão é que esse ano as coisas mudaram! Com o aumento de portugueses e claro, brasileiros, ainda que ñ estejamos em maioria numérica estamos em maioria de proezas e em preferência no coração do povo (estamos é apenas força de expressão, eu ñ coparticipo com estes fanfarrões).
Se jogam rolos de papel higienico em todas as janelas do residencial feminino, culpam a máfia lusitana, se colocam pesados vasos de pedra para tapar a entrada do residencial feminino, culpam a máfia lusitana, se roubam as portas de todos os boxes do banheiro, culpa de quem...
Isso mesmo, boxes do banheiro, mas isso vamos contar mais adiante
Somos num total de 20 entre brasileiros, portugueses e outros que têm o privilégio de conehcer este lindo idioma. No internato somos apenas 8. Dispõe-se de 3 na manutenção (um é qse chefe), 3 na cozinha, 1é aluno normal e ouvi o rumor de que eles devem ter algum infiltrado na preceptoria, mas eu ñ acredito muito nesta informação ñ.
Acho que voltei a sentir o imenso prazer de morar em um internato, onde podemos fazer trotes (podemos é muito abrangente) e nos divertir, aqui se faz tanto trote quanto festa para as meninas. Ñ existe um grêmio nominal, mas todos trabalham como se pertencessem a um grêmio coorporativo. As meninas ainda ñ fizeram nada em réplica aos atentados mas acho que eles irão fazer com certeza, o ano aqui está apenas começando e agora amáfia conta com um reforço bastante conehcedor destas táticas bélicas. Parece que ele veio trabalahr aqui como voluntário, foi o rumor que eu ouvi mas aqui trabalham tantos voluntários que eu ñ sei ao certo qual deles poderia ser esse indispensável, lindo, maravilhoso e magnífico reforço.

A 3ª e ñ menos impotante máfia é a máfia dos menores...
Olha que els são bastenate organizados. As vezes pedem auxílio para alguma outra máfia maior, mas mesmo assim trabalham bem. Ñ pense que este grupo está composto pelos espanhois, por que nao está. Eles sao a minoria absoluta aqui, nao possuem força o suficiente para formar uma máfia, mas sempre estao infiltrados nas demais. Esse grupo se trata dos estudantes da secundária (EM para nós) o que engloba amaricanos, bermudenses, ingleses e até espanhois.
Dois dias antes das férias de fim de ano foi realizada uma façanha por parte deles, tenho que admitir que foi algo bem planejado e executado com peerfeição, acho que essa juventude de hoje representará bem, ou até mesmo melhor as máfias da atualidade.
Durante a noite havia portas nos boxes, mas pela manhã...
Havia acontecido exatamente isto
Levaram todas as portas dos boxes.
A preceptoria ficou louca procurando que a¡havia feito isto, os primeiros culpados foram os romenos, em seguida os portugueses, mas ninguém culpava os pequeninos delinquentes...
As portas ñ so foram tiradas como também escondidas, ninguém sabia o paradeiro delas, como medida de emergência um preceptor sem tática bélica fez o seguinte...

Fechou as portas e colocou um cartaz na porta dos dois banheiros com as seguintes palavras:
"Gracias que algunos de vuestros compañeroshanretirado algunas (todas) de las puertas de los baños, estos permaneceran cerrados hasta que los responsables de la 'gracia' reconozcan su fechoría y coloquen las puertas en sus lugares"
Abaixo seguia entre parenteses: "Sentimos que pagueis justos por pecadores"

Dois dias depois as portas foram devolvidas, e pediam o resgate de 4 kevaps (comida israelita), desenharam uma cara sorrindo em cada porta. Até hoje os preceptores não sabem quem fez isso. Eu acho que alguém deveria contar para eles...

domingo, 25 de janeiro de 2009

Efeito 'AMIGÃO'

"Existem brasileiros em tudo quanto é buraco deste mundo, inclusive no Brasil"
(Whesley Pontes)

Você deve se lembrar de algum fato parecido com o que vou contar, provavelmente ele aconteceu contigo ou co alguém muito próximo, talvez você possa ter sido o que causou o efeito 'amigão' ao invés de sofre-lo. É muito fácil explicar isso, prestem atenção...
Você estuda em um colégio interno, durante muitos anos, a sua turma tem uma pessoas com a qual é impossível se manter uma conversaçâo por mais de 30s sem que um dos dois saia aborrecido, por fim, o tempo passa e ambos se separam.

13 anos depois...

Você reencontra aquele cara, ou melhor, ele te reencontra. Por um mero acaso você estava visitando a cidade para qual ele acabara de se mudar, você tem que depositar dinheiro e vai ao banco. A fila está enorme, parece que nunca vai acabar, para completar a fial ao lado está caminhando mais rápido que a sua, nesse momento você pensa que deveria ter nascido tetraplérgico, paraplérgico, ou até mesmo alérgico para poder ter preferência no atendimento -alérgico tem preferência? Se não tem ao menos rimou- Quando você está muito chateado para ser gentil com alguém e sua vez já está chegando, imagina quem aparece na sua frente? Não, não é o amigo chato, é uma excursão de velhinhos que estão visitando a cidade e resolveram todos sacar dinheiro ao mesmo tempo e adivinha na frente de quem irão passar? Na sua é claro!
Agora sim que você está insuportavelmente impaciente o caixa do banco pergunta o que você quer com a maior frieza do mundo, nem se dá ao trabalho de olhar para você e pergunta com uma voz de arrogância, "em que posso te ajudar senhor?" Aquilo te deixa mais impaciente ainda. Sua reposta é seca e curta: deposita isso aí!!! Ao que ao ouvir sua voz o caixa parece reconhecê-la, levanta o rosto e grita seu nome com a maior alegria do mundo, FULANO!!! QUANTO TEMPO... MEU AMIGÃO!!! que saudades
No primeiro momento você acha aquilo meio estranho, mas como uma pessoa legal você faz de conta que aquilo realmente é verdade e decide entrar na brincadeira, até que você percebe que as coisas estão ficando mais estranhas do que deveriam e ele te convida para ficar na casa dele enquanto você estiver pela cidade, e a fila do banco mais uma vez vai aumentando...

Acho que deu para entender o efeito amigão, pois se não entendeu leia pausadamente outra vez os ultimos parágrafos e só depois volte aqui para ler o resto da história.
Quando se está em um outro país que não seja o seu e há um encontro de dois compatriotas, principalmente se forem brasileiros, acontece o efeito amigão. A felicidade de encontrar alguém que lembra a nossa terra natal é uma maravilha (terra natal, terra natal, hein?) {polegar e indicador formam um 'c' e giram enquanto se pronuncia as últimas palavras}, principalmente se estas pessoas pertecema mesma religião que você, mas mesmo que não pertençam te tratarão muito bem. Aqui nos agrupamos e sempre nos reunimos, a casa de um brasileiro sempre é uma extensão do BRasil, sempre se está em clima de festa, sempre há alegria, sempre se está junto. Parecemos ser mais amigos lenge de sua pátria, e o amor a terra natal (terra natal, terra natal, hein?) -desculpa, ñ resisti- cresce exponiencialmente. Hoje sou milhões de vezes mais brasileiro do que eu era quando estava aí, e olha que conheço toda a historia e hinos relecionados ao patriotismo.

Fui muito bem recebido e muito bem tratado numa cidade aqui perto chamada Oropesa del Mar, ali existe uma igreja Adventista onde a grande maioria dos membros (sic) são brasileiros. Me senti como um filho, muitos jovens ali com um espirito de irmandade que faz um bom tempo não tenho visto em nenhum lugar do Brasil. Achei dos nossos em Portugal (óbvio), mas encontrei muitos aqui na Espanah também, onde menos se imagina é onde está um brasileiro. Lembram que eu havia comentado sobre Andalucia? Pois lá tem mais brasileiro por metro quadrado que em um estádio em dia de jogo da seleção... Encontrei o Fledson por aqui, mas acho que vocês não o conheceram por não serem tão pré-cambrianos no IAENE quanto eu, mas ele era amigão lá também, então o efeito não foi forçado como seria naturalmente. O que não implica que aqui seja pelos demais, mas o efeito 'amigão' foi a melhor expressão que achei para simbolizar esse capítulo.
Criamos um grupo chamado Àgapê (criaram e me convidaram) que faz peças teatrais, tem um ministério de louvor e muito mais, programação completa e garantida, o que eu o Follis queriamos fazer no Unasp mas HIMYM não nos deixou. Acho que vocês já devem ter visto fotos no meu orkut desse grupo, se ñ viram vejam. Graças aos brasileiros aqui em España redescobri o amor pelos grupos familiares de igreja, onde todos se conhecem pelo nome, fazem muitas atividades juntos e realmente são uma família, lá fui acolhido e me sinto em casa. Se algum dia alguém tiver a chance de visitar-los se sentirá bem e provavelmente será convidado a voltar, mas ñ se trata do convite que fazemos por formalidade, s epode ver nos olhos deles o orgulho que têm de te receber na igreja ou mesmo na casa deles.

Redescobri aqui o prazer de ser 100% BRASILEIRO

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Fome Zero

Era a deliciosa comida, ela mesmo, a qual eu estive 14h sem entrar em contato. O prazer de revê-la era tão grande que me emocionei, minhas papilas choravam de feliciadade inundando a mnha boca com aquelas solícitas lágrimas de fome. O prato do dia? Paella (Lê-se paêlha)
Paelha é uma canja ou algo semelhante a isso. Leva verduras, pimenta, legumes, alcachofra, tomate e carne. Claro que no internato não tem carne, então no fica tão bom quanto deveria. Coze-se a carne com bastante caldo, depois coloca-se o caldo em um tipo de frigideira bem larga, acrescenta-se arroz cru e leva ao forno para que o arroz e as verduras que se acrescenta sejam cozidos no caldo da carne, no vegetaraino se coze no caldo dos legumes. Para mim era apenas mais um prato exõtico para adicionar a lista de comidas bizarras, mas era muito bom. Havai também pão e legumes cozidos, feijão que é bom... nada! Mas eles também não têm culpa de não saber como me agradar, com o tempo eles aprenderiam, ou então eu me acostumaria com a comida deles.
Era um lugar repleto de pessoas novas que faalvam algo incompreensível, meu ouvido ainda não estava acostumado a ouvir o castellano, então, aquilo tudo me parecia nada mais que uma segunda torre de babel. Sentei-me calado na mesa, com a cara de sério que assusta quase todos que não sabem que eu sou realmente um "palhaço". Depois de algum tempo os brasileirso me falaram que eu estava de cara muito fechada naquele dia, embora eu pensasse que estava com uma expressão normal e tranquila. Quando vi o refeirtório repleto de guri eu fiquei desesperado, eram muitas, mas muitas crianças com idades entre 10 e 14 e alguns adolescentes, poucos jovens e quase nenhum adulto. A quantidade massiva de crianças me fez pensar que eu teria muito trabalho pela frente e que eu havia chegado em uma creche e não num internato. Perguntei ao Javier se todos aqueles alunos eram internos, por sua vez, ele me respondeu que não, eles apenas se utilizavam do refeitorio para comer, muitos deles sequer comiam a comida preparada na escola, antes traziam-na de casa.
Existem muitos americanos aqui, eles vêm para estudar em ESDES, uma escola superior de espanhol que também existe aqui. Ao total são quase 40 deles, o que faz com que seja muitos em um internato de apenas 120 pessoas. Por causa dos filhos do Tio San, a comida aqui é repleta de frituras, batatas e massas, o que me fez engordar mais ainda (não se preocupem mulheres que me amam, já estou tratando de resolver este pormenor). Existe algo que eles chamam de pasta essa dita coisa é macarrão cozido com molho, mas o macarrão fica tão cozido que vira literalment euma pasta, interessante é que eles deram esse nome e ainda assim gostam disto, quanto a mim, tenho que comer quando tem. A comida no Brasil é maravilhosa, idependente do internato onde se ofereça. O cardápio aqui é rigorosamente imutável e contamos com uma variedade de 15 pratos no máximo. Ao contrario dos nossos internatos, aqui a comida piora quando vai chegando o final de semana. Em compensação, temos muito mais sucos por aqui, nozes e castanhas. Por termos diversos países ao nosso redor diponibilizamos de uma barata cadeia de fast food com comidas de diversos países a preços insignificantes.
Literalmente não se come bem na Espanha, pelo menos eu como Brasileiro penso assim. A comida é rica em beringela, batatinha, cenoura, abobrinha, chuchu, lentilha, arrroz, macarrão, arroz outra vez e mais uma vez macarrão. Frutos são apenas para a sobremesa. Comemos com contagem de pontos, temos 6 pontos para gastar no que vamos escolher para comer (isso não faz ninguém ficar com fome mas ajuda ao nao quererem cair de boca só na sobremesa), nós, os voluntários, não somos subordinados aos pontos, logo, podemos comer o que nos apeteça e na quantidade que nos convir, embora nos privemos um pouco para dar o exemplo. Os embutidos vegetarianos deles (linguiça, salame, salsicha, fiambre) são maravilhosos e as vezes melhores que os de carne. A variedade de queijo é grande e saborosa. O café da manhã é a melhor refeição, mas eu, como bom sócio do clube do sono, não participo dele mesmo que este comece as 7:45h e vá até as 8:45h.
Eu adoro pimenta e aho que aqui eu me encontri com a felicidade picante, as comidas que se preparam aqui são sempre melhores quando acrescentamos pimenta e disto eles dispõe bem por aqui.

Depois de comer fui levado ao dormitório, me mostraram o meu qurto e eu coloquei as minhas malas de lado, tomei banho e dormi, estava muito cansado e deveria me preparar pois no dia subsequente começaria a minha labuta de 9 meses...

domingo, 4 de janeiro de 2009

Hablas castellano?

Oh perguntinha inoportuna...
Tive uma pequena conversa com meu amigo Max, mas acho que não foi o bastante para por um idioma tão complexo na cabeça. Espanhol parece-se muito com o português, mas pede para um peruano, mexicano ou qualquer outro de procedência hispana pra compreender um criador de bode do interior de pernambuco. Foi assim que me senti ao começar a conversar com Javier Perez, o preceptor que me foi buscar no aeroporto. Ele é de uma região chamada Andalucia, é uma mistura de nordeste com música sertaneja e muitas outras coisas peculiares a nós. Ele falava tão rápido que eu não o compreendia direito, entender os sulamericanos é bem mais fácil. Para complicar um pouco os provenientes desta região comem algumas letras, na verdade acho que lá não tem comida porque les comem letras de todas as maneiras possíveis. Para compensar ele teve boa disposição não só para compreender-me como pra falar pausadamente para que eu o entendesse também o que ele falava.
Ao dirigir-me ao estacionamento percebi que o frio era predominante ali, o vento gelado soprou e eu percebi que o Unasp é tão quentinho, mesmo quando chove. Fiquei calado, não tinha assunto para conversar, mas ainda que eu tivesse que iria fazer? Deixei de lado a vergonha e pus-me a conversar, mesmo falando errado, mesmo sem ter certeza de que estava algo com algo.
Respirar o ar do Mar Mediterrâneo é algo incomparável. Não que seja tão bom quanto respirar o doce ar brasileiro, mas tem uma pecualiridade singular. Toda experiência é válida.
Comecei a prestar atenção na paisagem, tudo era novo para mim. Me sentia um bebê que acaba de vir ao mundo, mas com uma sensação distinta, tudo era novo, mas apenas uma variação do conhecido. Era bom, mas estranho ao mesmo tempo. Saudoso mas interessante.
Passei a viagem perguntando sobre o internato, a disposição das cidades, a proximidade, a política, o poder de compra do € e o reflexo da crise no estado espanhol. Aproveitei para incrementar o meu vocabulário. (Tem uma branquelinha linda me olhando escrever)
Meu coração acelerou um pouco ao chegar na entrada do colégio. A partir de então seria um preceptor respeitável, portanto deveria portar-me como tal.
O refeitório seria a prova final, ouvir milhares de pessoas falando um outro idioma seria o meu veredito de alegria ou tristeza, mas idependente de tudo seria de confusão.

Para minha completa felicidade ali estava, justo quem eu procurava. Aquela que seria a salvação para os meus problemas naquele momento, me aproximei e então...

sábado, 3 de janeiro de 2009

Um pequeno engano

Feliz ano novo aos queridos noveleiros viciados neste blog.
Veja agora um anúncio dos nossos patrocinadores:
-Quero pedir encarecidamente aos meus amigos que comentem as leituras feitas, nem que seja com um simples "eu li". Sigam o bom exemplo do Darlan e do Follis.

Onde eu parei?
Espero que você tenha respondido esta pergunta mentalmente, o que demonstra o seu interesse em minha simplõria história. Eu estava ali, bem ali com uma tristeza imensa nos olhos e um desespero maior ainda no meu coração, o que havia acontecido? Será que a empresa havia falido? -eu deveria ter desconfiado de uma pasagem tão barata- Será que a crise econômica havia virado o mundo de pernas para cima enquanto eu viajava? Os pensamentos amontoaram-se frenéticamente em minha cabeça, como o trânsito de Sampa em horário de pico. Eu poderia estar suando frio se não fosse pelo ar climatizado de dentro do aeroporto. Estava a ponto de explodir e avançar para cima da atendente, como se a culpa fosse dela e obrigar-lhe a dar-me um novo bilhete. Parei para respirar durante uns poucos segundos e tentei tirar todos os pensamentos que me colocaram na cabeça quanto a deportação. Para completar a cena o me faltava agora chegarem os seguranças do aeroporto ou até mesmo a polícia e pedirem-me gentilmente: "senhor pode nos acompanhar por favor?".
Para minha felicidade eu estava completamente enganado, no mometo seguinte ela imprimiu um novo bilhete e me lho entregou. Neste momento entendi oq eu havia acontecido, o vôo havia sido mudado outra vez de portão e o bilhete não poderia ser mais uma vez modificado com uma simples remarcação à caneta. Recebi com o coração feliz aquele fabuloso tkt da "maravilhosa fábrica de chocolates".
Com o bilhete na mão me sentia novamente o 007 e deveria me portar como tal outra vez. Peguei um jornal que estava vagando pelo balcão e me dirigi para a sala de espera. Sentei-me de pernas cruzadas e fiz de conta que estava esperando o meu informante chegar com o microfilme da nova missão. Com o jornal em italiano que eu não entendia quase porcaria nenhuma fiquei por ali olhando a vida passar e tentando entender o que se dizia naquela perturbante velocidade italiana. Sentei-me ao lado de um casal africano e de frente para algumas russas e minha pobre mente não podia mais suportar tantos idiomas diferentes, foi aí que cheguei a conclusão que o portugês será o idioma do céu [de acordo com a nova regra portuguesa(sic)], depois descobri que aquele grande conferencista o Mark Feling (ou algo perto disso) também concorda com minha teoria. Era divertido ouvir os apaixonados falando em africano, embora eu não compreendesse nenhum hífen do que eles estavam falando me sentia tranquilo ao ouvir aquele dialeto. Acho que o Mabola teve uma certa influência na minha empatia. As russas desfrutavam de favorecimento da natureza no item simetria, mas não chegavam a ser brasileiras. Quando elas abriam a boca eu me desesperava, como bom nordestino posso dizer que o idioma era tão feio quanto "briga de foice".
"$%#)%!=$%$$=)#%" /=(%/(/, %/&(#! -foi o que entendi da mensagem dita no sistema de som.
Olhei mais atentamente e vi que isso indicava que o eu já poderia me encaminhar ao portão de embraque. Sem nem pensar duas vezes, fi-lo. Feito fuguete zarpei em direção à fila, mas com classe, claro, para não despertar suspeitas em nenhum segurança (que por acaso não existiam ali). Até que estivesse em território espanhol eu não estaria tranquilo, para falar a verdade acho que não ficaria tranquilo nem quando estivesse em território espanhol, mas sim quando houvesse chegado ao colégio. Esboçando um sorriso amistoso entreguei getilmente o meu bilhete à atendente e segui a passos macios e ao mesmo tempo firmes, como quem está apenas fazendo mais uma de suas inúmeras viajens.
Oh aviãozinho ruim!!!
Pior que todos os que já tive a oportunidade de viajar no Brasil. Não estava caindo aos pedaços (ainda), mas, aparentava ter sido usado bem durante muitos anos. Entrei na mesma tranquilidade e me dirigi ao meu lugar, sentado, agora seria mais difícil de arrancarem-me dali e me deportarem. O avião decolou e o sevirço de bordo deu-se início. Estava pouco preocupado se serveriam alguma comida, embora meu corpo estivesse penando a fome das longas 14hs de viajem. Iguinorei-a (a fome). A aeromoça foi insistente (1 tentativa), aceitei de bom grado. Não sabia o que pedir, ela falava em italiano, como o vôo era para Valência esperei que ela compreendesse espanhol, o problema era que eu não sabia falar espanhol. Fiz um esforço e pedi em inglês (funcionou! -yes!). No fim da refeição ela me ofereceu lenços perfumados para limpar as mãos, eu os aceitei, mas não sabia o que era aquilo. Estavam em uma embalagem individual que mais se parecia com um sachê, pensei que se trataria de um gel alimentício ou algum tipo de guloseima rara desse povo de cá. Como fiquei na dúvida, novamente fingi que era uma casualidade e li (óbvio) o que me dizia o rótulo. Até hoje não abri o pacotinho, farei juntamente com os senhores quando chegar ao Brasil.
Desci tranquilamente na Espanha, nem pensei que seria tão fácil. Se eu houvesse vindo clandestino seria mais fácil que achar chineses na China. Mas não venham clandestinos, não vale.
Como o meu vôo era dentro da própria comunidade européia eles não me pediram pra ver os documentos nem me abordaram, achei estranho.
Junto com o meu visto recebi um papel que me falava que eu deveria entrar em contato com a polícia 'federal' no praso de um mês depois da minha chegada e o meu carimbo de chegada à Espanha me comprovaria a data início. Assim que saí no portão de desembraque vi um homem com uma placa escrita meu nome, e o melhor com o 'h', coisa que só os íntimos e atenciosos fazem. Olhei para os lados para ver se achava algum policial, mas nada deles. Quando se necessita, onde eles estão? Eu so queria o carimbo para comprovar que havia entrado na Espanha. Parece difícil isso?
Descobri que o sala da polícia era no segundo andar, bem distante de onde eles deveriam realmente estar. Fui com o coração na mão para o setor da polícia, não queria de maneira alguma ficar ilegal ali. Ao falar com eles me disseram que eu não precisaria do carimbo espanhol já que eu havia entrado pela Itália e que aquele carimbo me era bastante. Fiquei duvidoso, mas eu tinha um espanol que me poderia servir de testemunha caso duvidassem do meu depoimento e ainda mais dois bilhetes que comprovavam a data da minha chegada.
Nesse momento pararei a história sem razão para poder publicá-la, caso contrário o Follis não poderá lê-la tão cedo.
Depois eu volto.