quarta-feira, 1 de abril de 2009

Coimbra

De mim eu sei bem, dos demais eu apenas suponho
(Wh. Pontes)

Saudade de vocês caros amigos. Faz bastante tempo que eu nao escrevo. Agradeçam ao Follis e tão somente a ele por eu ter voltado a escrever. Eu já estava desistindo, pois é difícil escrever notícias suas para você mesmo, sabe como é, para você o que acontece com você não é nenhuma novidade. Mais vamos deixar esse papo de crise existencial de lado e começar o que interessa.
Coimbra, cidade universitária, lugar cheio de jovens, mas jovens de verdade, com vontade de fazer besteira, encher a cara e ir pra festa, como todos os jovens supostamente fazem.
Não fui ali para a farra, se eu não fosse uma pessoa tão integra (e humilde) e tivesse ido para isso não teria dado certo pois era feriado e todo mundo havia saído da cidade, somente os turistas, como eu, que estavam indo para lá.
Mas a história começa um pouco antes de eu chegar lá, na verdade ela começa bem antes de eu chegar aqui, ainda aí, no Brasil...

O Dr Camilo Follis, ilustríssimo irmão mais velho do Sábio Follis, conehceu uma menina chamada Patrícia (típico no me português) de sobrenome Nobrega (sem alusões à praça é nossa por favor) pela internet, que por sua vez conheceu o Sábio, que me informou que esta viria ao Unasp estudar e quando ela veio ele nos apresentou. Sejamos sinceros todos os que a conhecemos, que ela se parece maior na foto do que é na realidade (desculpa Branquelinha). Ficamos muito amigos, fomos algumas diversas vezes ao 'maravilhoso' Chopisngin (sic) com nome de Imperador, fomos ao universitário e alguns outros lugares não muito interessante para nós, mas, unicas opções para fugir do tédio rotineiro. Whatever, nos tornamos amigos. No seguinte ano ela se foi e nunca mais a veriamos na vida, pelo menos vocês...

Quando contei-lhe-lhe a ela (pleonasmo redundístico de reforço) da minha viajem à España ela ficou muito feliz, um pouco menos que eu claro, e decidimos que nos encontraríamos em terras lusas um dia desses. Estando em Portugal, é óbvio que eu iria à Coimbra (estou usando muitas crases) marcamos o dia e no dia marcado saí eu da cidade do Porto. Tentei ligar para ela nesse meio tempo, fazia menos de duas semanas que haviamos combinado isso, logo, eu supunha qeu ela estaria me esperando por lá. Tentei ligar para ela um pouco antes de sair da casa do Ricardo e também na noite anterior, mas não obtive resposta.

Pausa para curiosidade inútil: assim como no português, o espanhol possuía palavras de encontros consonantais duplos e até triplos (obscuro) mas com o passar do tempo eles foram extinguindo isso, hoje cortaram-se as pobres letrinhas (eu ia chamá-las de coitadas, mas segundo meu professor Joubert, isso é feio) e lê-se oscuro.
nota: escrevi esta inutilidade baseado na ultima palavra obtive do parágrafo anterior

Como vossas senhorias supõem (é esse o plural?) eu fui da mesma maneira! Se elas estivesse lá, bom, se não estivesse, paciência. Quando cheguei à estação de trem aprendi a comprar bilhete na máquina, o que sai 0,40€ mais barato, não sabia qual trem pegar, mas segui o conselho do Ricardo e entrei no que ele me indicou, afinal de contas ele era o conehcedor daquela região. (eu sou uma besta mesmo)
Entrei no trem qeu inicialmente não estava to cheio. O espanhol já havia começado a dominar a minha mente e frequentemente me vinham pensamentos neste idioma. Eu não os podia controlar, ouvir outro idioma por 2 meses começa a mexer nos seus parafusos. Aquele português ainda soava estranho aos meus ouvidos. Ouvir um diferente acento, uma pronuncia engraçada, e as vezes estranha te faz refletir um pouco sobre a singularidade das pessoas. Eu vim aqui também para aprender espanhol, por isso levava um livro de bolso (os pialres da terra) para manter a mente ocupada durante a viajem. Foi difícil não notar nas pessoas, tudo era novo e confuso, havia uma aquarela de novas informações e eu estava gostando disso, mesmo que quisesse ler o livro, não podia. Fingi então que estava lendo, olhar diretamente para à cara das pessoas enquanto elas conversam é falta de educação (quem inventou isso?), eu deveria observar como se comportavam, como falavam, agiam e se relacionavam apra evitar uma futura gafe (sic ou não).
Quando eu chego no ponto final para fazer conexão descubro que havia um pequeno problema e se chamava Ricardo...
Ele me mandou para o trem que ia em outra direção...