quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Início - II Parte

O motorista se despediu do gringo que amistosamente lhe ofereceu uma gorjeta de R$ 50, depois daquela demonstração tão generosa de gratidão fiquei meio que envergonhedo de pedir o carrinho emprestado para levar a minha bagagem até a rodoviária. Mas como dizem que quem não chora não mama, eu chorei. Vi o motorista saindo com o carrinho em direção à rodoviaria e perguntei-lhe da possibilidade de me emprestar o carrinho pra levar as minhas bagagens, ele disse que não haveria nenhum problema se eu estivesse indo para o terminal e me concedeu a gentileza. Chegando lá tive de ir até o guichê para ver o horário de saída do ônibus para o aeroporto, foi então que me veio a dúvida... é cumbica ou guarulhos?

Fiquei na dúvida, mas no final acabei lembrando de conferir as passagens e comprei-a.

Dessa vez a viagem foi tranquila, embora na minha frente estivesse um jogador desses times de divisão de base falando muito alto ao celular, acho que para que notássemos que ele estava alí. Acho que ele até poderia ser um jogador famoso, mas como vocês já devem saber que eu não me importo muito com futebol, provavelmente se ele era um grande jogador eu não o reconheci.



Chegando ao aeroporto me perguntei, que vou fazer agora nas horas que me restam até a partida do voô? E fiquei passeando naquela "imensidão" de shopping de coisas críssimas que tem por ali. Pensei em comprar algumas lembrancinhas do Brasil para chegar fazendo a média com o pessoal aqui de Sagunto, mas no final das contas o espírito pão duro falou mais alto e eu decidi não comprar nada. E se eu não gostasse realmente deles? E se eu não fosse com a cara deles?

Não iria ser hipócrita e dar-lhes presentes apenas por formalidade. Não comprei.

Chegar de mãos vazias em um país estrangeiro não convém, ainda mais quando não se conhece nada nem tão pouco ninguém. Fui comprar alguns euros. Mas qual casa de câmbios escolher?Afinal, é o que mais se tem naquele aeroporto. Fui pela sorte e escolhi a que mais me encheu os olhos, o banco Safra. Foi minha primeira vez, me senti tão emocionado...
Cheguei ao balcão e vi uma moça com o IMC acima do nível desejado (ou seja, uma gorda) sentada em uma cadeira na qual cabia apenas 1\3 dela os outros 2\3 estavam divididos de maneira proporcional, pendendo cada terça parte para um lado da cadeira. Assim a cadeira ficava literalmente sufocada entre a volumosa massa corporal desta mencionada indivídua. Mas não pensem qe eu não gosto dos gordinhos por causa desse meu ingênuo comentário, afinal de contas eu também sou um deles, só que penso que com um pouco mais de bom senso.
Ela por sua vez gentilmente me chamou de senhor e me perguntou o que eu desejava, eu lhe disse que queria comprar euros, mas o fiz como se isso fosse comum para mim, ou ao menos tentei fazer parecer que era. Pedi para fazer a troca como alguém pede pão na padaria da esquina, àquele conhecido padeiro, seu Manoel, conhecido de tantos e tantos anos...
Ela me disse que eles cobravam uma taxa, óbvio, e me disse também a cotação do euro nqeule dia, o que já não importava para mim já que eu deveria comprá-lo de qualquer maneira. Comprei-os por uma razoável taxa de R$ 11,45. Mas isso não importa agora. Só para constar, foram 45 euros. (eu deveria colocar aquele sinal de euro pra representar o valor, mas não tô achando neste teclado)
Ela me pediu o número do meu CPF, coisa que eu não imaginava que fosse acontecer, depois me pediu um endereço aqui no Brasil e eu lhe dei o da casa da minha avó...
A compra ocorreu bem e eu estava novamente sem ter o que fazer até esperar a hora da viagem, lembrando que eu cheguei às 12h no aeroporto para partir às 16h. Tive mais algm tempo para ficar meditando na vida e olhando as lojas. Eu não estava na expectativa que todos dizem que temos quando vamos viajar para o exterior, para mim era apenas uma viagem a mais. Fiquei pensando que não veria mais os ingratos que não tiveram sequer a consideração de me irem deixar na portaria. Acabei ficando com fome. Fui ao Mc Donald's para me despedir da "comida Brasileira", pedi um Mc Chiken e comi. Liguei para casa para dizer que estava vivo e dar meus últimos cumprimentos à família e fui até o check-in.
Lá a moça fez o favor de me colocar ao lado de duas espanholas para que eu tivesse a oportunidade de "treinar" meu espanhol. Não sabia ela o quanto espanhol eu sabia para estar ali ao lado de duas mulheres estrangeiras. Pus o propósito em minha mente que por minha parte não dar-se-ia início a uma conversa, e assim foi. Pior que elas tinham o mesmo propósito na mente, ou pelo menos pareceu assim. Como o avião tinha muitas poltronas vagas a aeromoça nos disse que poderiamos mudar de lugar se quiséssemos. Elas voluntariamente sairam e foram sentar-se cada uma em uma outra fileira vazia. Tive 14 horas de voô para pensar na vida, assisti todos filmes quanto me permitiu o tempo, em espanhol é claro, para treina o idioma. Quando dei por mim, havia chegado em Roma.

Mas isso...
Eu só conto depois...

4 comentários:

  1. cade a continuação...
    continua a história seu gordinho..., aliás, meu gordinho... hehehe
    saudades!!!
    blangs blangs pra vc!!

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  2. As espanholas são atraentes pelo menos?
    Acredito que tudo isso irá fazer uma enorme diferença pra você mano.

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  3. Amigo, o aeroporto é congonhas e não cumbica. Ainda bem que não era lá,né!!!
    Meu, adorei essa da indivídua. Vc deveria escrever um livro sobre essa experiência.
    Beijos,

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  4. Meu filho desde aquele momneto que vc ligou pra mim , eu orava por vc a cada degundos, dai quando vc xegou lá que me ligou eu estava na faculdade e dei um gloria daqueles bem petencostais que tive que explcar pra sala toda o motivo... Dai entao agradeci a Deus por ter estado e estar sempre ao seu lado... vc é nosso orgulho!!!

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