(Whesley Pontes)
Você deve se lembrar de algum fato parecido com o que vou contar, provavelmente ele aconteceu contigo ou co alguém muito próximo, talvez você possa ter sido o que causou o efeito 'amigão' ao invés de sofre-lo. É muito fácil explicar isso, prestem atenção...
Você estuda em um colégio interno, durante muitos anos, a sua turma tem uma pessoas com a qual é impossível se manter uma conversaçâo por mais de 30s sem que um dos dois saia aborrecido, por fim, o tempo passa e ambos se separam.
13 anos depois...
Você reencontra aquele cara, ou melhor, ele te reencontra. Por um mero acaso você estava visitando a cidade para qual ele acabara de se mudar, você tem que depositar dinheiro e vai ao banco. A fila está enorme, parece que nunca vai acabar, para completar a fial ao lado está caminhando mais rápido que a sua, nesse momento você pensa que deveria ter nascido tetraplérgico, paraplérgico, ou até mesmo alérgico para poder ter preferência no atendimento -alérgico tem preferência? Se não tem ao menos rimou- Quando você está muito chateado para ser gentil com alguém e sua vez já está chegando, imagina quem aparece na sua frente? Não, não é o amigo chato, é uma excursão de velhinhos que estão visitando a cidade e resolveram todos sacar dinheiro ao mesmo tempo e adivinha na frente de quem irão passar? Na sua é claro!
Agora sim que você está insuportavelmente impaciente o caixa do banco pergunta o que você quer com a maior frieza do mundo, nem se dá ao trabalho de olhar para você e pergunta com uma voz de arrogância, "em que posso te ajudar senhor?" Aquilo te deixa mais impaciente ainda. Sua reposta é seca e curta: deposita isso aí!!! Ao que ao ouvir sua voz o caixa parece reconhecê-la, levanta o rosto e grita seu nome com a maior alegria do mundo, FULANO!!! QUANTO TEMPO... MEU AMIGÃO!!! que saudades
No primeiro momento você acha aquilo meio estranho, mas como uma pessoa legal você faz de conta que aquilo realmente é verdade e decide entrar na brincadeira, até que você percebe que as coisas estão ficando mais estranhas do que deveriam e ele te convida para ficar na casa dele enquanto você estiver pela cidade, e a fila do banco mais uma vez vai aumentando...
Acho que deu para entender o efeito amigão, pois se não entendeu leia pausadamente outra vez os ultimos parágrafos e só depois volte aqui para ler o resto da história.
Quando se está em um outro país que não seja o seu e há um encontro de dois compatriotas, principalmente se forem brasileiros, acontece o efeito amigão. A felicidade de encontrar alguém que lembra a nossa terra natal é uma maravilha (terra natal, terra natal, hein?) {polegar e indicador formam um 'c' e giram enquanto se pronuncia as últimas palavras}, principalmente se estas pessoas pertecema mesma religião que você, mas mesmo que não pertençam te tratarão muito bem. Aqui nos agrupamos e sempre nos reunimos, a casa de um brasileiro sempre é uma extensão do BRasil, sempre se está em clima de festa, sempre há alegria, sempre se está junto. Parecemos ser mais amigos lenge de sua pátria, e o amor a terra natal (terra natal, terra natal, hein?) -desculpa, ñ resisti- cresce exponiencialmente. Hoje sou milhões de vezes mais brasileiro do que eu era quando estava aí, e olha que conheço toda a historia e hinos relecionados ao patriotismo.
Fui muito bem recebido e muito bem tratado numa cidade aqui perto chamada Oropesa del Mar, ali existe uma igreja Adventista onde a grande maioria dos membros (sic) são brasileiros. Me senti como um filho, muitos jovens ali com um espirito de irmandade que faz um bom tempo não tenho visto em nenhum lugar do Brasil. Achei dos nossos em Portugal (óbvio), mas encontrei muitos aqui na Espanah também, onde menos se imagina é onde está um brasileiro. Lembram que eu havia comentado sobre Andalucia? Pois lá tem mais brasileiro por metro quadrado que em um estádio em dia de jogo da seleção... Encontrei o Fledson por aqui, mas acho que vocês não o conheceram por não serem tão pré-cambrianos no IAENE quanto eu, mas ele era amigão lá também, então o efeito não foi forçado como seria naturalmente. O que não implica que aqui seja pelos demais, mas o efeito 'amigão' foi a melhor expressão que achei para simbolizar esse capítulo.
Criamos um grupo chamado Àgapê (criaram e me convidaram) que faz peças teatrais, tem um ministério de louvor e muito mais, programação completa e garantida, o que eu o Follis queriamos fazer no Unasp mas HIMYM não nos deixou. Acho que vocês já devem ter visto fotos no meu orkut desse grupo, se ñ viram vejam. Graças aos brasileiros aqui em España redescobri o amor pelos grupos familiares de igreja, onde todos se conhecem pelo nome, fazem muitas atividades juntos e realmente são uma família, lá fui acolhido e me sinto em casa. Se algum dia alguém tiver a chance de visitar-los se sentirá bem e provavelmente será convidado a voltar, mas ñ se trata do convite que fazemos por formalidade, s epode ver nos olhos deles o orgulho que têm de te receber na igreja ou mesmo na casa deles.
Redescobri aqui o prazer de ser 100% BRASILEIRO

"o que eu o Follis queriamos fazer no Unasp mas HIMYM não nos deixou".
ResponderExcluirPastor... não seja tão taxativo (sic), pois tinhamos TBBT, LOST, PRISON e varios filmes tb... rs
Atualize sempre...
rodrigofollis
bem lembrado, Pastor de cabras, vulgo Follis...
ResponderExcluirNossos rituais sagrados naum poder ser esquecidos!!!
Aliás, nunca mais serão os mesmos, mas enfim...
a mesma coisa sempre acaba enjoando!!!
Continue atualizando!!
um amplexo com saudades do meu gordinho!!!