domingo, 4 de janeiro de 2009

Hablas castellano?

Oh perguntinha inoportuna...
Tive uma pequena conversa com meu amigo Max, mas acho que não foi o bastante para por um idioma tão complexo na cabeça. Espanhol parece-se muito com o português, mas pede para um peruano, mexicano ou qualquer outro de procedência hispana pra compreender um criador de bode do interior de pernambuco. Foi assim que me senti ao começar a conversar com Javier Perez, o preceptor que me foi buscar no aeroporto. Ele é de uma região chamada Andalucia, é uma mistura de nordeste com música sertaneja e muitas outras coisas peculiares a nós. Ele falava tão rápido que eu não o compreendia direito, entender os sulamericanos é bem mais fácil. Para complicar um pouco os provenientes desta região comem algumas letras, na verdade acho que lá não tem comida porque les comem letras de todas as maneiras possíveis. Para compensar ele teve boa disposição não só para compreender-me como pra falar pausadamente para que eu o entendesse também o que ele falava.
Ao dirigir-me ao estacionamento percebi que o frio era predominante ali, o vento gelado soprou e eu percebi que o Unasp é tão quentinho, mesmo quando chove. Fiquei calado, não tinha assunto para conversar, mas ainda que eu tivesse que iria fazer? Deixei de lado a vergonha e pus-me a conversar, mesmo falando errado, mesmo sem ter certeza de que estava algo com algo.
Respirar o ar do Mar Mediterrâneo é algo incomparável. Não que seja tão bom quanto respirar o doce ar brasileiro, mas tem uma pecualiridade singular. Toda experiência é válida.
Comecei a prestar atenção na paisagem, tudo era novo para mim. Me sentia um bebê que acaba de vir ao mundo, mas com uma sensação distinta, tudo era novo, mas apenas uma variação do conhecido. Era bom, mas estranho ao mesmo tempo. Saudoso mas interessante.
Passei a viagem perguntando sobre o internato, a disposição das cidades, a proximidade, a política, o poder de compra do € e o reflexo da crise no estado espanhol. Aproveitei para incrementar o meu vocabulário. (Tem uma branquelinha linda me olhando escrever)
Meu coração acelerou um pouco ao chegar na entrada do colégio. A partir de então seria um preceptor respeitável, portanto deveria portar-me como tal.
O refeitório seria a prova final, ouvir milhares de pessoas falando um outro idioma seria o meu veredito de alegria ou tristeza, mas idependente de tudo seria de confusão.

Para minha completa felicidade ali estava, justo quem eu procurava. Aquela que seria a salvação para os meus problemas naquele momento, me aproximei e então...

5 comentários:

  1. Meu,eu imagino como vc deve ter se sentido nesse momento, mas pense pelo lado bom: eu não teria do que rir se isso não tivesse acontecido...
    Helen

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  2. to gostando pastor... to sim... me conte mais coisas... conte sim...

    rodrigofollis

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  3. Isso so prova a cada dia que vc é uma altarquia,
    Um caminhao cheio de sonhos... Uma carreta lotada de aventuras vc é um show meu maluquinho lindo...

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  4. Ei Wesley, eu falo castelhano... era só ter conversado com a pessoa certa...
    rsrsrsrsrrs
    Muitas saudades...
    Deus o abençoe...
    Sil (Gaúcha)

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  5. eh, meu gordinho...
    já comentando os comentários, realmente o h é só para os grandes amigos e para os mais atentos... né Sil hehehe
    manda ver gordinho!!

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