Feliz ano novo aos queridos noveleiros viciados neste blog.
Veja agora um anúncio dos nossos patrocinadores:
-Quero pedir encarecidamente aos meus amigos que comentem as leituras feitas, nem que seja com um simples "eu li". Sigam o bom exemplo do Darlan e do Follis.
Onde eu parei?
Espero que você tenha respondido esta pergunta mentalmente, o que demonstra o seu interesse em minha simplõria história. Eu estava ali, bem ali com uma tristeza imensa nos olhos e um desespero maior ainda no meu coração, o que havia acontecido? Será que a empresa havia falido? -eu deveria ter desconfiado de uma pasagem tão barata- Será que a crise econômica havia virado o mundo de pernas para cima enquanto eu viajava? Os pensamentos amontoaram-se frenéticamente em minha cabeça, como o trânsito de Sampa em horário de pico. Eu poderia estar suando frio se não fosse pelo ar climatizado de dentro do aeroporto. Estava a ponto de explodir e avançar para cima da atendente, como se a culpa fosse dela e obrigar-lhe a dar-me um novo bilhete. Parei para respirar durante uns poucos segundos e tentei tirar todos os pensamentos que me colocaram na cabeça quanto a deportação. Para completar a cena o me faltava agora chegarem os seguranças do aeroporto ou até mesmo a polícia e pedirem-me gentilmente: "senhor pode nos acompanhar por favor?".
Para minha felicidade eu estava completamente enganado, no mometo seguinte ela imprimiu um novo bilhete e me lho entregou. Neste momento entendi oq eu havia acontecido, o vôo havia sido mudado outra vez de portão e o bilhete não poderia ser mais uma vez modificado com uma simples remarcação à caneta. Recebi com o coração feliz aquele fabuloso tkt da "maravilhosa fábrica de chocolates".
Com o bilhete na mão me sentia novamente o 007 e deveria me portar como tal outra vez. Peguei um jornal que estava vagando pelo balcão e me dirigi para a sala de espera. Sentei-me de pernas cruzadas e fiz de conta que estava esperando o meu informante chegar com o microfilme da nova missão. Com o jornal em italiano que eu não entendia quase porcaria nenhuma fiquei por ali olhando a vida passar e tentando entender o que se dizia naquela perturbante velocidade italiana. Sentei-me ao lado de um casal africano e de frente para algumas russas e minha pobre mente não podia mais suportar tantos idiomas diferentes, foi aí que cheguei a conclusão que o portugês será o idioma do céu [de acordo com a nova regra portuguesa(sic)], depois descobri que aquele grande conferencista o Mark Feling (ou algo perto disso) também concorda com minha teoria. Era divertido ouvir os apaixonados falando em africano, embora eu não compreendesse nenhum hífen do que eles estavam falando me sentia tranquilo ao ouvir aquele dialeto. Acho que o Mabola teve uma certa influência na minha empatia. As russas desfrutavam de favorecimento da natureza no item simetria, mas não chegavam a ser brasileiras. Quando elas abriam a boca eu me desesperava, como bom nordestino posso dizer que o idioma era tão feio quanto "briga de foice".
"$%#)%!=$%$$=)#%" /=(%/(/, %/&(#! -foi o que entendi da mensagem dita no sistema de som.
Olhei mais atentamente e vi que isso indicava que o eu já poderia me encaminhar ao portão de embraque. Sem nem pensar duas vezes, fi-lo. Feito fuguete zarpei em direção à fila, mas com classe, claro, para não despertar suspeitas em nenhum segurança (que por acaso não existiam ali). Até que estivesse em território espanhol eu não estaria tranquilo, para falar a verdade acho que não ficaria tranquilo nem quando estivesse em território espanhol, mas sim quando houvesse chegado ao colégio. Esboçando um sorriso amistoso entreguei getilmente o meu bilhete à atendente e segui a passos macios e ao mesmo tempo firmes, como quem está apenas fazendo mais uma de suas inúmeras viajens.
Oh aviãozinho ruim!!!
Pior que todos os que já tive a oportunidade de viajar no Brasil. Não estava caindo aos pedaços (ainda), mas, aparentava ter sido usado bem durante muitos anos. Entrei na mesma tranquilidade e me dirigi ao meu lugar, sentado, agora seria mais difícil de arrancarem-me dali e me deportarem. O avião decolou e o sevirço de bordo deu-se início. Estava pouco preocupado se serveriam alguma comida, embora meu corpo estivesse penando a fome das longas 14hs de viajem. Iguinorei-a (a fome). A aeromoça foi insistente (1 tentativa), aceitei de bom grado. Não sabia o que pedir, ela falava em italiano, como o vôo era para Valência esperei que ela compreendesse espanhol, o problema era que eu não sabia falar espanhol. Fiz um esforço e pedi em inglês (funcionou! -yes!). No fim da refeição ela me ofereceu lenços perfumados para limpar as mãos, eu os aceitei, mas não sabia o que era aquilo. Estavam em uma embalagem individual que mais se parecia com um sachê, pensei que se trataria de um gel alimentício ou algum tipo de guloseima rara desse povo de cá. Como fiquei na dúvida, novamente fingi que era uma casualidade e li (óbvio) o que me dizia o rótulo. Até hoje não abri o pacotinho, farei juntamente com os senhores quando chegar ao Brasil.
Desci tranquilamente na Espanha, nem pensei que seria tão fácil. Se eu houvesse vindo clandestino seria mais fácil que achar chineses na China. Mas não venham clandestinos, não vale.
Como o meu vôo era dentro da própria comunidade européia eles não me pediram pra ver os documentos nem me abordaram, achei estranho.
Junto com o meu visto recebi um papel que me falava que eu deveria entrar em contato com a polícia 'federal' no praso de um mês depois da minha chegada e o meu carimbo de chegada à Espanha me comprovaria a data início. Assim que saí no portão de desembraque vi um homem com uma placa escrita meu nome, e o melhor com o 'h', coisa que só os íntimos e atenciosos fazem. Olhei para os lados para ver se achava algum policial, mas nada deles. Quando se necessita, onde eles estão? Eu so queria o carimbo para comprovar que havia entrado na Espanha. Parece difícil isso?
Descobri que o sala da polícia era no segundo andar, bem distante de onde eles deveriam realmente estar. Fui com o coração na mão para o setor da polícia, não queria de maneira alguma ficar ilegal ali. Ao falar com eles me disseram que eu não precisaria do carimbo espanhol já que eu havia entrado pela Itália e que aquele carimbo me era bastante. Fiquei duvidoso, mas eu tinha um espanol que me poderia servir de testemunha caso duvidassem do meu depoimento e ainda mais dois bilhetes que comprovavam a data da minha chegada.
Nesse momento pararei a história sem razão para poder publicá-la, caso contrário o Follis não poderá lê-la tão cedo.
Depois eu volto.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Bem, acredito que seja realmente fascinante ler tudo que meu amado irmão escreve; por isso, fiz questão de ler e me sinto melhor por isso.
ResponderExcluirTo lendo.. to lendo... to Unasp e to lendo.. to na aula e to lendo... realmente eu to lendo...
ResponderExcluirrodrigofollis
Bom,com todo esse fascinio pelo que escreves nao tem como nao ler de saus reais aventuras , só sei que junto ao seu contentamento de escrever tudo misso, obtive a resposta do senhor do quanto vc é protegido por onde andas...
ResponderExcluirNossas oraçoes por vc filho reamente sao ouvidas e isso nos deixa feliz...
rsrsrsrsrrs
ResponderExcluirVc é muito dramático...
vc q disse q naum era pra todos saberem tudo...
agora naum entendo mais nada...
kkkkkkkkk
Deus o Abençoe...
Sil...
meu gordinho...
ResponderExcluirpassei por alguns dias afastado de seus relatos, mas já estou colocando minhas leituras em dia!!