Quem diria...
Eu, em Roma.
Sempre curti a idade medieval, meu amigos do Reunião de Pequeno Grupo que o digam (os sábios entenderão), a idéia de estar na "santa terra" de Roma me soava espetacular aos ouvidos, só o Italiano que não soava nada bem...
A idéia de estar dentro de um aeroporto onde ninguém fala a sua língua, ou pelo menos ninguém que você conheça, é meio aterrorizante. Não me caiu a ficha até hoje que eu estava na europa, eu não entendia o motivo do baiano fazer tanto vexame. POis bem, aqueles anúncios em outras línguas era complicado, mas para minha sorte Valdecir Simões Lima e Eliab foram bons professores de inglês, o que me permitiu compreender alguma coisa dos inúmeros anuncios e propagandas. Bem, eu tinha viajado 14 horas e já não aguentava mais aquela roupa, fui ao banheiro em busca de um banho, mas sabia que aquilo seria muito improvável. Acertei, não tinha chuveiro no banheiro. Mas que miséria de país de 1º mundo. Lá no nordeste em qualquer rodovária ou mesmo parada de ônibus tem chuveiro, ainda que não seja o mais limpo do mundo mas tem, e em Roma não tinha... Que decepção.
Troquei de roupa e fui lavar as mãos e o rosto porque tava com cara de dormido. Quando fui procurar toalhas de papel para as mãos, quem disse que eu achei? Busquei aquelas paradinhas que expelem ar quente mas também não achei. Vi uma coisa do tamanho do mundo com um pedaço de pano grudado naquilo, quando me aproximei vi que era um porta toalhas. Parece-se com o nosso usual porta toalhas de papel do Unasp, só que a toalha é de pano e não se desprende quando vc puxa, ela apenas roda. Tem um rolo na parte superior com toalhas limpas e na parte inferior tem outro com tolahas sujas. Eu já havia visto desses em filmes, no último do 007 para ser mais exato, mas não imaginava que me depararia com um desses na minha vida. Meus amigos sabem muito bem que não era nem meu plano estar aqui, até o momento que me apareceu a oportunidade. Saí do banheiro e fui para o outro terminal para pegar o meu voô, que demoraria mais quatro horas para chegar.
O aeroporto é tão grande, mas tão grande, mas tão grande, que eu peguei um metrô para passar de uma seção para a outra. Acho que metade da cidade de Roma era quele aeroporto. Não pensem que eu conheci o coliseu e a basilica de são Pedro, eu bem que gostaria, mas não pude. Farei isos nas férias de páscoa.
Chegou a temida hora de entrar oficialmente na europa, o que eu já havia feito de fato, mas não legalmente. me faltava o carimbo no passaporte.
Percebi que existiam duas filas, na verdade 3 as uma delas era para cidadãos da comunidade européia, na qual eu não me enquadrava. Entrei na primeira fila que vi. Uma delas era imensa e a outra; também. Você não esperava que eu ia colocar que a outra era pequena e eu fui feito besta pra fila maior. Tinha uns tipos de pessoas que eu jamais imaginaria ver na vida. Uns indianos vestidos de hip-hop, uns africanos com roupas budistas, era uma mistureba medonha. Fiquei curioso mas não podia me deter muito tempo olhando para não ser incômodo.
A minha frente havia, o que parecia ser, dois brasileiros, oba! - oba um caramba, vai que nos veêm juntos e nos predem por formação de quadrilha. Disfarcei e não conversei com eles. Estava realmente com o coração na boca, preocupado com o cara lá na frente fazendo as entervistas antes de carimbar os passaportes, tentei entender o idioma no qual ele falava, mas não consegui, estava muito afastado para que eu pudesse ouvir. Eram 6am e eu não havia dormido, mas o medo de ser extraditado não me deixava sequer pestanejar.
Acreditem seus porcos sem-vergonhas que a pressão que me colocaram na cabeça surtiu efeito e eu pensei que iria mesmo ser mandado de volta.
Fiz todas as orações que eu conhecia, só faltou a ave-maria (até rimou...). Obrigado aos queridos que oraram por mim, deu tudo certo. Obrigado pai, mãe e irmãos. Meu coração ficou bastante apertado, se eue estivesse me vendo em terceira pessoa poderia afirmar que respirava fundo e pesarosamente. Não tirava a idéia que me permiti porem na cabeça. Nesses momentos até duvidei. Eh pouca fé que tive. MAs Deus tinha algo melhora para mim...
Neste momento de aflição surgiu aquela luz...
Aquela luz...
A Bendita luz... Com direito a música de "tcharam" e tudo. A fila ao meu lado estava indo mais rápida que a fila em que eu estava e não era aquela velha impressão que as vezes temos. Pus-me prontamente nela.
O cara desse guichê não perguntava nada, nem olhava direito para nossa cara, apenas carimbava e nos deixava passar.
Fui caminhando lentamente pelos corredores com milhares de pessoas caminhando juntamente a mim. Parecia a avenida paulista em hora de pico, claro que com um numero de pessoas proporcional ao tamanho do aeroporto. Vi algumas coisas bonitinhas e pensei em comprar, mas lembrem-se que eu tinha apenas 45€ (obrigado Paulinha, mas neste teclado era no 5) e ainda estava pensando como pobre e brasileiro (óbvio que os dois não são sinônimos, mas em mim sim) e para mim não estava gastando 1€ e sim R$3. Não comprei nada. Prestei bastante atenção nas placas que indicavam o caminho para o meu portão de embraque e acabei acertando de primeira, o que eu achei maravilhoso porque em cidades eu não me oriento bem. Faço melhor no meio do mato, de noite e com uma bússula torta com 5º de erro. Mas tudo ok, achei o portão, me restava agora esperar.
Pense num povo agoniado são os tais dos italianos, não sei para que falar com tanta pressa, até o inglês deles é apressado, e não é por que tinha muito o que avisar não. Outra coisa, eles falam brigando de verdade, é Antonio Contti para tudo que é lado. Fiquei esperando o tempo passar mas queria perguntar se eu estava no portão correto pois não via o meu voô aparecer na lista de espera (eu esperando voô? como as coisas mudam...).
Enfim apareceu no bendito quadro a numeração AZ 068, mas no instante seguinte sumiu. Eu pensei que logo reapareceria porque era um erro de sistema ou algo assim mas para minha tristeza e desespero não apareceu. Eu fiquei pensando se deveria ou não ir falar com a atendente, mas eu não falava italiano e não queria arriscar o inglês, obrigado Valdecir Lima e Natanael moraes por me fazerem ler a lição em inglês, fui falar com ela e lhe perguntei se estava tudo certo, ela me disse que o portão havia mudado, rabiscou o numero no meu bilhete e me devolveu. Pronto fui ao portão indicado. As horas passavam e eu percebia que mais uma vez não condizia com o portão, ou pelo menos não no momento que eu vi porque havia mudado outra vez o portão de partida. Arriquei um español meia-boca com uma mulher que estava sentada ao meu lado e comentei sobre o portão, torci para que ela falasse mais inglês que eu e descobrisse isso, eu tinha apenas que segui-la. Eu realmente sou um gênio!
Segui-a...
Perdi ela de vista!
Fiquei mais uma vez desesperado!
Voltei à moça do balcão com o mesmo inglês de lição de escola sabatina que usara da última vez, deu certo de novo (de novo ou denovo?).
Ela pediu o meu bilhete, verificou alguns dados no computador e sem falar nenhuma palavra, rasgou-o.
Ele era inválido!
sábado, 27 de dezembro de 2008
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eu avisei q eles queriam mandar vc d volta...
ResponderExcluirficamos 2 semanas esperando vc aparecer, mas parece q vc conseguiu enganar eles direitinho...
mas continua logo essa história... q pelo visto vai virar o segundo livro..
q por sinal o Sr. naum me deixou o arquivo...
mande por e-mail fazendo favor...
bjos gordinho!!!
Eu tb quero o primeiro livro por email, claro que eu preferia que fosse impresso e autografado.. rs
ResponderExcluirestou gostando do blog, continue assim... e to fazendo propaganda dele tb...
concordo com o Darlan, tinhamos certeza que vc ia voltar, então ainda acho que tu está em roma sem saber o que fazer.. rs
Não faz idéia de como vc se tornou um ótimo escritor espero ter a oportunidade de receber um dos primeiros exemplares.
ResponderExcluirEstou encantada com sua belissima história!!! dedique esse capitulo do livro a todos que oraram por vc ,pq vc só nao foi deportado por causa das oraçoes... rsrsrsrs
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